
O Mar de Aral, situado entre o Cazaquistão e Uzbequistão, foi já considerado o 4º maior lago do Mundo, mas hoje em dia, dizem os especialistas, deixou de existir como unidade geográfica.
Em 40 anos, este lago foi reduzido a um terço do seu tamanho devido a um plano de regadio para 7,5 milhões de hectares de plantações de algodão, desenvolvido pela antiga URSS.

Como consequência, a sua área diminuiu em 60% e o seu volume em 80%, a salinidade triplicou e a área que antes era uma paisagem azul é agora um deserto, constituído por areia, sal e barcos pesqueiros encalhados e enferrujados.

Para além da óbvia destruição de uma parte da Natureza, perdeu-se também a actividade pesqueira, da qual dependiam 60 mil pessoas (!) e a mudança radical do ecossistema provocou na população residente doenças congénitas, cancro, malformações e um aumento da mortalidade infantil.
Nunca antes tinha havido um processo tão visível de degradação da natureza causado pela acção humana e agora, este tema é discutido pela ONU nas suas conferências internacionais, nas quais já não falam em dar nova vida ao mar, pois seria preciso um milagre.